Gestão responsável|GRI G4-DMA|

A preservação ambiental é contemplada pela Odebrecht Agroindustrial em várias frentes. Nas Unidades, tanto na área industrial quanto agrícola, a Empresa aplica uma política de controle dos impactos de suas atividades, além de promover a gestão eficiente dos recursos naturais. Da mesma forma, desenvolve várias iniciativas de sensibilização com as Comunidades do entorno de suas operações sobre questões relacionadas ao uso adequado dos recursos naturais, conservação da biodiversidade, descarte e reciclagem de resíduos, entre outras, e participa de discussões sobre aspectos legais com órgãos reguladores.

Essas ações são lideradas pela Área de Processos, que integra a Diretoria de Operações e Engenharia. A área é responsável por apoiar todas as Unidades em questões relacionadas a processos industriais, contribuindo com melhorias no desempenho ambiental. Todas as iniciativas recebem ainda suporte integral da área de Sustentabilidade, localizada na sede administrativa da Empresa, em São Paulo.

A Política sobre Sustentabilidade da Organização Odebrecht, assim como o conjunto de diretrizes de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) da Odebrecht Agroindustrial, serve como parâmetro para que a Empresa desenvolva e utilize sempre as melhores tecnologias de plantio, colheita e processamento industrial, operando com a segurança necessária para garantir a integridade física de seus Integrantes e ativos e continuar crescendo com perenidade.

Além do direcionamento estratégico, todas as Unidades Agroindustriais dispõem de Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/Rima) realizado por equipes multidisciplinares, responsáveis pelo diagnóstico das regiões onde atuam. Após a identificação dos impactos, foram desenvolvidos os respectivos Planos Básicos Ambientais, que descrevem as ações para mitigação ou compensação de cada impacto identificado.

 

Na safra 2014/2015, um dos destaques foi a criação de um conjunto de ecoindicadores para melhoria contínua dos processos de Meio Ambiente. Todos os indicadores recebem acompanhamento periódico e são metas pactuadas no Programa de Ação. Para 2015/2016, está previsto aumentar o número de ecoindicadores acompanhados, além do monitoramento semanal desses indicadores.

  • Consumo de água pela indústria;
  • Destinação de resíduos a aterros;
  • Resíduos contaminados;
  • Consumo de diesel;
  • Incêndios agrícolas;
  • Consumo de agroquímicos.
 

Durante a safra 2014/2015 foram recebidas quatro queixas relativas a impactos ambientais, registradas por meio de mecanismos formais (Colhendo Ideias, 0800 e Ministério Público). Três delas foram referentes à questão da mosca-de-estábulo e uma sobre emissões. Todas foram processadas pela Empresa, sendo duas já solucionadas no próprio período de análise deste Relatório. Os municípios envolvidos foram: Perolândia (GO), Costa Rica (MS), Nova Alvorada do Sul (MS) e Mirante do Paranapanema (SP). Ainda na safra, não foram registrados vazamentos de substâncias químicas, óleos e combustíveis causadores de impactos negativos significativos no entorno, potencialmente afetando o solo, a água, o ar, a biodiversidade e a saúde humana.
|GRI G4-EN34, G4-EN24|

O valor de multas aplicadas em decorrência da não conformidade com leis e regulamentos ambientais na safra 2014/2015 foi insignificante. |GRI G4-EN29|

 

Gestão de Impactos |GRI G4-EN27|

ASPECTO INICIATIVAS DE MITIGAÇÃO
Consumo de
recursos naturais
(água e energia)
A Odebrecht Agroindustrial é praticamente autossuficiente em energia elétrica, cuja fonte principal é renovável. Do total de energia consumida no seu processo industrial, 96% é de geração própria, proveniente do aproveitamento energético do bagaço da cana. A água empregada na indústria é reutilizada no processo, por meio da recirculação de 64% do total captado para a planta. Não utiliza água para irrigação.
Efluentes A Empresa possui Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) em todas as Unidades e não descarta efluentes na rede municipal ou em coleções hídricas, reutilizando-os para irrigação do solo (fertirrigação), por meio da diluição na vinhaça. Além disso, as Unidades dispõem de Estação de Tratamento de Água Oleosa (ETAO), na qual a água misturada ao óleo proveniente das oficinas mecânicas passa por separação e tratamento, sendo bombeada de volta aos tanques das referidas oficinas para utilização em lavagens de veículos, máquinas e equipamentos agrícolas. Já o óleo é recolhido por empresa especializada no tratamento e reaproveitamento do mesmo.
Emissões
atmosféricas
A Empresa possui Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) em todas as Unidades e não descarta efluentes na rede municipal ou em coleções hídricas, reutilizando-os para irrigação do solo (fertirrigação), por meio da diluição na vinhaça. Além disso, as Unidades dispõem de Estação de Tratamento de Água Oleosa (ETAO), na qual a água misturada ao óleo proveniente das oficinas mecânicas passa por separação e tratamento, sendo bombeada de volta aos tanques das referidas oficinas para utilização em lavagens de veículos, máquinas e equipamentos agrícolas. Já o óleo é recolhido por empresa especializada no tratamento e reaproveitamento do mesmo.
Resíduos sólidos Grande parte dos resíduos do processo industrial torna-se insumo em alguma fase do processo produtivo, a exemplo da vinhaça, torta de filtro e cinzas da caldeira, todos utilizados para aplicação na lavoura, além do bagaço da cana utilizado como combustível para a caldeira e consequente geração de energia. Materiais que demandam destinação e descarte fora das Unidades recebem tratamento e disposição final de acordo com as melhores práticas ambientais e as políticas nacionais e estaduais vigentes, bem como programas para sua minimização e reciclagem.
Combate a
incêndios
agrícolas
Treinamento e aculturamento de Integrantes em relação à questão de segurança e proteção ambiental. Projetos de prevenção, combate e mitigação de impactos decorrentes de incêndios agrícolas amplamente disseminados nas nove Unidades Agroindustriais, em ações essenciais para a proteção de pessoas, do meio ambiente e do patrimônio da Empresa, em decorrência da grande extensão de terras e da própria característica da lavoura de cana-de-açúcar e dos períodos de seca. Na safra 2013/2014 muitos focos de incêndios provocados por raios ou pelo excesso de calor demandaram ações enérgicas das brigadas das Unidades para evitar consequências mais graves. Existe indicador específico para gestão e controle deste risco.
Defensivos O uso de defensivos agrícolas é uma necessidade nas lavouras de cana-de-açúcar. Para minimizar os riscos à saúde e ao meio ambiente, a Empresa utiliza a inovadora solução Tecnocalda. Neste conceito, a preparação de calda de defensivos é realizada nas usinas, em local apropriado, controlado e automatizado, o que reduz o risco de exposição do operador ao produto. Há áreas destinadas à estocagem e ao armazenamento de embalagens cheias e vazias (que são inutilizadas e passam por tríplice lavagem antes da destinação final) e para a lavagem dos EPIs e das vestimentas utilizadas na operação. Toda a água empregada é recuperada e reutilizada, sem descarte para o meio ambiente.
Mosca-do-
estábulo
Na safra 2014/2015, a Empresa desenvolveu o Plano de Aplicação de Vinhaça (PAV) para a Unidade Costa Rica (MS). A medida visa prevenir a proliferação do surto da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans), praga que tem atingindo alguns polos de pecuária em Mato Grosso do Sul, causando prejuízos aos produtores. Entre as ações realizadas pela Empresa estão o recolhimento prévio de mais de 90% da palha da cana nas áreas em que ocorre a aplicação de vinhaça, a incorporação ao solo por meio da escarificação da palha que ainda fica sobre o solo e uma agilização do trabalho de controle de vazamentos na distribuição da vinhaça para a fertirrigação. Além disso, todos os Líderes da fertirrigação foram reorientados para seguir a tabela de volumes autorizados no PAV, de até 210 m3/ha. Acima deste volume, a aplicação deve ser dividida em duas vezes.
 

Investimentos e gastos em proteção ambiental (R$ mil) |GRI G4-EN31|

  2011/2012 2012/2013 2013/2014 2014/2015
Tratamento e disposição de resíduos 1.565,7 2.663,2 3.024,6 3.074,3
Tratamento de emissões 138,8 205,6 194,9 107,2
Depreciação de equipamentos específicos e despesas com materiais e serviços de manutenção e operação, além de despesas com pessoal para essa finalidade 5.662,1 6.226,9 6.382,8 19.564,0
Seguro para responsabilidade ambiental 782,5 1.230,7 - -
Custos de limpeza total, inclusive custos com remediação de derramamentos - - - -
Pessoal utilizado em educação e treinamento 68,4 196,4 68,9 194,3
Serviços externos de gestão ambiental 1.264,3 1.877,3 1.858,7 2179,9
Pessoal para atividades gerais de gestão ambiental 16.304,0 14.095,3 16.239,9 17.204,52
Despesas extras para instalar tecnologias mais limpas
(exemplo: custo adicional além das tecnologias-padrão)
4.711,0 1.990,0 2.849,8 2.665,2
Outros custos de gestão ambiental 2.336,8 747,3 56,2 81,0
TOTAL 32.833,6 29.232,7 30.675,99 45.070,42