Desempenho operacional

A Odebrecht Agroindustrial é a segunda maior produtora de etanol do Brasil e o terceiro maior grupo do setor em termos de capacidade instalada de moagem (36,8 milhões de toneladas – a partir da safra 2015/2016).

Entre os destaques da operação na safra em análise está a conclusão da segunda fase do projeto de expansão da Unidade Eldorado, no Mato Grosso do Sul, que começou a funcionar em maio de 2015. Com um investimento de R$ 300 milhões na safra, a Unidade aumentou em 66% sua capacidade de moagem, passando de 2,1 milhões para 3,5 milhões de toneladas de cana. Também foi instalada no parque industrial uma desidratadora, que possibilitará a produção de etanol anidro.

A expansão da Unidade Eldorado foi realizada ao longo de 17 meses e contou com o trabalho de mil pessoas no auge da obra. A nova estrutura passa a ter a maior moenda do mundo, com capacidade para moer 1,4 milhão de toneladas de cana por hora. 

Diversos fatores impactaram a entrega do PA em 2014/2015, entre eles destacam-se intempéries climáticas – ano mais chuvoso no Centro-Oeste –, postergação no início da safra e dificuldades operacionais. O resultado foi uma perda no volume de cana processada da ordem de 2,7 milhões de toneladas. No entanto, esta cana bisada (que ficou em pé no canavial) beneficiará a próxima safra, na qual há um crescimento expressivo de moagem previsto.

Na safra 2014/2015, a Empresa moeu 23,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar (80% cana própria), que representou um crescimento de 5,5% em relação ao volume processado na safra anterior (22,5 milhões). Foram produzidos 1,6 bilhão de litros de etanol, sendo 997 mil m3 de etanol hidratado e 590 mil m3 de etanol anidro (álcool), e 479 mil toneladas de açúcar VHP.

Além disso, foi disponibilizada biomassa (bagaço de cana) ao Consórcio formado entre a Odebrecht Agroindustrial e Odebrecht Energia Renovável (OER), suficientes para a produção de 1,5 mil GWh (1,6 mil GWh em 2013/2014) de energia elétrica para exportação (energia excedente ao consumo).

O plantio em 2014/2015 fechou em 61 mil hectares, com priorização das áreas de renovação (60%). O período também marca a mudança do perfil do canavial (prioridade para cana de 18 meses). Já nesta safra, 55% da cana colhida foi de 18 meses, enquanto que na safra 2013/2014 esse volume foi de 37%. Essa alteração visa obter maior produtividade e qualidade do canavial, com consequente redução do capital empregado.

Na safra 2014/2015, houve uma evolução de 2,9% no TAH (Toneladas de Açúcar por Hectare), que fechou em 8,84 ante 8,59 na safra 2013/2014. Este indicador mede a produtividade e qualidade da cana. Também houve incremento de 7,9% no TCH (Toneladas de Cana-de-açúcar por Hectare), que ficou em 68, e uma redução de 2,3% na taxa ATR (Açúcar Teórico Recuperável), que foi de 130. Estes resultados impactaram diretamente no aumento da quantidade de palha, o que possibilitou a geração de biomassa suficiente para cumprir os compromissos assumidos no Consórcio formado com a OER.

 

Evolução da produção |GRI G4-9|

  • Polo São Paulo
  • Polo Eldorado
  • Polo
    Santa Luzia
  • Polo Goiás
  • Polo Araguaia
  • Polo Taquari

Moagem de cana (mil t)

Total

22.534

23.761

Etanol (m3)

Total

1.536.878

1.588.617

Energia (GWh)

Total

2.284 

1.532

Açúcar VHP (t)

Total

524.943

479.061

Formação de lavoura (*)

A análise refere-se ao preço de cada produto

Custo do Plantio de 2014/2015 apresentou crescimento abaixo da inflação. O volume foi abaixo do PA devido primordialmente a fatores operacionais envolvendo disponibilidade de equipamentos

TAH ton ATR/h

A análise refere-se ao preço de cada produto

O ATR Médio de 2013/2014 foi negativamente afetado pela geada, que atingiu mais fortemente o Polo Santa Luzia, mesmo assim, fechou próximo à média de ATR do mercado (133,33 kg/Tc)

Produção VHP

A análise refere-se ao preço de cada produto

Queda na produção de VHP em relação a 2013/2014, devido à estratégia Max Etanol, no Polo SP, devido ao fato que os preços do Etanol remuneraram melhor do que o VHP em alguns momentos da safra

Produção etanol anidro

A análise refere-se ao preço de cada produto

Produção 32% acima do ano anterior, impulsionada pela nova desidratadora da Unidade de Rio Claro, visando captura de prêmio médio de 13% sobre o EH

Produção etanol hidratado

A análise refere-se ao preço de cada produto

Redução da produção de Etanol Hidratado, na Unidade de Rio Claro, devido à entrada em operação da desidratadora da Unidade Rio Claro

Tratos cana soca (**)

A análise refere-se ao preço de cada produto

Volume de Trato Cana Soca abaixo do PA principalemente em consequência da menor disponibilidade de área para Soca em virtude da quebra de moagem em 3 milhões Ton (representando 44 mil ha)

Moagem mm Ton

A análise refere-se ao preço de cada produto

Moagem 6% acima da safra 2013/2014. Em relação ao PA, a quebra deveu-se primordialmente a impactos climáticos e operacionais, sendo que, dos 3 milhões de Ton não moídos, 2,7 milhões bisaram para 2015/2016 (com ganho de produtividade)

VHP

A análise refere-se ao preço de cada produto

Queda dos preços, em CLb médio, entre as safras 2013/2014 e 2014/2015, CLb 23,7 e CLb 17,2 respectivamente

Etanol anidro

A análise refere-se ao preço de cada produto

Prêmio médio de 13% sobre os preços de Etanol Hidratado

Etanol hidratado

A análise refere-se ao preço de cada produto

Aumentos em 2014/2015: (i) 1,7% na gasolina C em Novembro/2014 e retorno parcial da CIDE, em R$22/l em Fevereiro/2015