Logística|GRI G4-DMA|

A busca por oportunidades de redução de custos faz parte do dia a dia da Odebrecht Agroindustrial, o que inclui a prevenção de possíveis fatores que possam afetar o atendimento ao Cliente. Por isso, para atender ao desafio de entregar etanol e açúcar sempre no prazo, com bom preço e de forma segura, a área de Logística mantém diversas ações que visam melhorias de processos.

Entre essas ações destaca-se o projeto Expedição Segura, cujo objetivo é minimizar os riscos para a Empresa, para o transportador e os demais envolvidos, além de garantir significativo ganho de produtividade. Parte importante desse projeto é o sistema de automação do carregamento de etanol. Com investimento de R$ 16 milhões, o sistema mede a vazão do etanol pronto para o tanque, que possui um radar por meio do qual é medido o volume na saída para o carregamento. Tudo que sai é mensurado por meio de skids automatizados e aferidos que medem volume, temperatura e densidade do etanol. Existe perda por evaporação, mas é pouco representativa.

Entre as vantagens competitivas da Empresa em Logística está sua participação no consórcio Logum, um complexo sistema de dutos que, quando finalizado, atravessará 45 municípios, num total de 1,3 mil km, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e do Mato Grosso do Sul ao principal ponto de armazenamento e distribuição em Paulínia (SP).  O empreendimento será integrado ao sistema de transporte hidroviário com a utilização de barcaças na bacia Tietê-Paraná. Ao todo, serão nove terminais coletores de etanol, entre terrestres e aquaviários. Isso permitirá que 100% das Unidades da Odebrecht Agroindustrial sejam atendidas, viabilizando o escoamento de grande parte de seu etanol.

Em abril, a Logum recebeu da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorização para operar o segundo trecho do álcoolduto, entre o Terminal de Uberaba (MG) e de Ribeirão Preto (SP). Com 143 km de extensão e 20 polegadas de diâmetro, o novo trecho tem capacidade para transportar 8,9 milhões de m³ por ano de etanol.

Com a entrada em operação do novo trecho, a Odebrecht Agroindustrial vai conseguir mais que dobrar o volume de etanol transportado por meio do sistema Logum na safra 2015/2016. Os ganhos deverão ser ainda maiores, levando em conta que isso eliminará a necessidade de transporte por outros modais para este trecho, reduzindo os gastos com frete, além trazer ganhos ambientais e de segurança.

Por outro lado, a decisão da Rumo ALL, responsável pela administração da malha ferroviária do Mato Grosso do Sul, de desativar postos, interrompendo atividades importantes de escoamento de produtos, colocou a Odebrecht Agroindustrial em alerta. A área de Logística está intensificando o trabalho de mapeamento dos seus modais e revisando contratos para, além de buscar oportunidades de redução de custos, minimizar ao máximo os efeitos negativos que esta decisão trará ao transporte ferroviário nas regiões impactadas, caso nenhuma medida contrária seja adotada.